Gal Costa – Palavras no Corpo

fomos felizes
e felizes fomos
(e se já não somos, meu amor)
não se preocupe não
aperte a minha mão
até a luz sumir
em meio à escuridão
você vai confiar em mim?
guarde um pedaço de mim
um cheiro no lado da cama
seu gosto na ponta do queixo
meu sangue escorrendo seu peito
vejo no tato sua pele
tatuo com o dedo seu gosto
não sigo mapas. desejo,
segredo e contato
quero o brilho cortante
desses cacos de vidro
as palavras no corpo
e respostas ao vento
você diz pra não falar de amor
e me pede pra fechar os olhos
esquecer, amor
poucos versos são precisos
ninguém diz
eu te amo
ninguém diz
eu te amo
ninguém diz
eu te amo
como eu

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