Luca Argel – Anos Doze

como eu sinto saudade quando me recordo
daquele nosso tempo
em que passávamos as tardes assoprando cartucho
de Super-Nintendo…
sendo piloto da NASA ou agente da CIA
eu perdia horas
ficava dentro de casa enquanto fazia
um belo dia lá fora.
e a minha mãe ainda chora
quando lembra certos nomes
como Zelda, Donkey Kong, Shoriuken e fatality
e também da minha dieta ao sair a versão beta
do novo Mortal Kombat (só pipoca e chocolate).
tantos dias sem dormir
graças ao meu elixir de Red Bull com Coca-Cola
que até hoje não se sabe como entrei pra faculdade
nem como saí da escola (sem nunca ter jogado bola).
eu já troquei tardes de praia por reprises do Jiraya
ou caçando Pokémon (ao menos nisso eu era bom).
tantos domingos de pagode
e eu no sofá tomando Toddy assistindo Sailor Moon
(isso pra mim era comum).
tecar bolinha de gude também nunca fez parte
do comportamento (nem na fase de crescimento)
de quem passou a juventude
jogando Mario Kart num apartamento
(ganhava até com o mais lento)

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