Caetano Veloso – Reconvexo

Eu sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança
A destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega
Você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não e nem disse que não

Eu sou um preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha
A mais nova espada e seu corte
Sou o cheiro dos livros desesperados
Sou Gitá Gogóia
Seu olho me olha mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo

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One thought on “Caetano Veloso – Reconvexo

  1. Parabéns a todas pois ,ser mulher, mãe,esposa e avó não é fácil.Reconheço a garra de cada uma que aqui se encontra mas todavia, porém, contudo, tenho que falar em especial dessa guerreira que recebe o nome de Marly que até me falta palavras para expressar meus sentimentos a tal ser que chamo de mãe ,apesar de sua limitação visual nunca deixou de desempenhar seu papel como mãe ,esposa e avó ,nos aconselhando nos corrigindo e olha que não é fácil de lhe dar com filhos casados e cabeçudos mas ela com seu olhar de ternura,com suas palavras nos coloca no caminho certo a ser seguido.Dona Marly do Faria obrigada por tudo e que Deus abençoe a todas essas mulheres.

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