Diabo na Cruz – Moça Esquiva

Ao Copenhaga
Fui abraçar-te
Choraste por embaraçar-te
Areal da praia
Pedi noivado
Melhor teria sido
Ter-te atraiçoado

Riba arriba bate bate
Como trovoada
Teu coração de donzela alvoraçada
Refilas, desfilas
Afias os meus sonhos
Fazes-me sorrir e aos outros
Andar tristonhos

Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva

Campo relvado
Vou demonstrar-te
Apostas que eu só sei sujar-me
Elogiei-te, estás ressentida
Não guardas um sorriso
Pra nada que eu te diga

Tique no isqueiro
Tique-taque na queimada
Pareces porta-voz da massa indignada
Chamo o teu nome
Tu avanças e recusas
Não há quem chegue a ti,
Farol de Lampedusa

Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva

Quando é para decidir
Nunca sirvo para ajudar
Se eu começo a divertir-me
Oiço-te a bufar
Se te amparo a cintura
Tu sacodes-me, lasciva
Ai Jesus, que moça esquiva

BOTAO-SEGUE2

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