Márcia – A Insatisfação

Escrita fina
Quando corre ensina
Não dura um deserto que atravesse
Pode ir sendo
Que demore um tempo
Mais tarde ou mais cedo
Lá me acerto

Na lembrança
O meu céu de criança
A quem nunca se entrega um tom cinzento
Por momentos
Vem num pensamento
E uma nuvem chove cá por dentro

Quase nada
(experimento o céu de negro que há de norte a sul)
Nunca me conforma
(prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
A insatisfação
(temo que haja pouco pra me contentar)
Nunca me abandona
(mas nada me impede de tentar)

Porque tento
Andar atrás no tempo
E entender a chuva que acontece?
Como por magia
Há sempre um novo dia
E outra Lua Nova que anoitece
Se a madrugada traz uma canção
Pouco importa que me insista hoje em “dia não”
Tomei o meu fastidio pra me atormentar
Pedras no meu trilho são pra me assentar

Quase nada
(experimento o céu de negro que há de norte a sul)
Nunca me conforma
(prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
A insatisfação
(temo que haja pouco pra me contentar)
Nunca me abandona
(mas nada me impede de tentar)

Mesmo transformando em nosso o que era meu
Se és a sorte do caminho que a vida escolheu
Canta que me afina, faz-nos avançar
Premeia-me o destino por te ver dançar

Quando acordar do sono que eu escolhi
Quero ter no meu cantinho sempre mais de ti
Cada rosa, cada espinho que tanto cresceu
Mesmo quando venham pra nublar-me o céu.

Quase nada
(experimento o céu de negro que há de norte a sul)
Nunca me conforma
(prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
A insatisfação
(temo que haja pouco pra me contentar)
Nunca me abandona
(mas nada me impede de tentar)

icone-facebook
Segue a Aldeia no Facebook!

 

 

Mais da Aldeia

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *