Wado – Estrada

Com direito a poema de Mia Couto.

 

Letra:
“Enquanto ali estávamos,
Fazendo um absoluto nada,
Ao pôr-do-sol do atlântico,
Não me sentia promovido
Na troca dos nossos
Nem osos fomos.
Nós os da costa,
Éramos habitantes
Não de um continente,
Mas de um oceano.” (Mia Couto)

Essa estrada não se sabe onde vai dar, Oh Oh
O caminho é parente do futuro.
Este amor que tu me deste eu vou te dar, Oh Oh
Em dobro, o amor dos nossos filhos.

Erei-ia ai a, Erei-ia, Erei-ia, Ê Eire e-ia.
Erei-ia ai a, Erei-ia, Erei-ia, Ê Eire e-ia.

Nos becos, nos guetos, vielas, favelas.
Nos ombros, nos olhos, no sorriso dela.

Erei-ia ai a, Erei-ia, Erei-ia, Ê Eire e-ia.
Erei-ia ia a, Erei-ia, Erei-ia, Ê Eire e-ia.

Essa estrada não se sabe onde vai dar, Oh
O caminho é parente do futuro.
Este amor que tu me deste eu vou te dar, Oh Oh
Em dobro, o amor dos nossos filhos.

Erei-ia ai a, Erei-ia, Erei-ia, Ê Eire e-ia.
Erei-ia ai a, Erei-ia, Erei-ia, Ê Eire e-ia.

Nos becos, nos guetos, vielas, favelas.
Nos ombros, nos olhos, no sorriso dela.

Erei-ia ai a, Erei-ia, Erei-ia, Ê Eire e-ia.
Erei-ia ai a, Erei-ia, Erei-ia, Ê Eire e-ia.

“E o atlântico assim o fez
Essa é a morte da raça
A inevitável hibridez
É lindo que assim se faça
Foi fruto do atlântico
Culpa do atlântico
Em branco e preto
Negro, pardo, parto
No mar azul
Atlântico negro vai renascer” (Mia Couto)

 

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